Pesquisa Avançada

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Decisões emocionais prevalecem na Bolsa de Valores

Por trás da forte oscilação que a Bolsa de Valores de São Paulo exibiu nos últimos dias, sem prestar atenção aos fundamentos da economia brasileira e freqüentemente ignorando notícias que pudessem indicar um caminho a seguir, está um único sentimento, dizem analistas: o medo.
Mas não são apenas os estudiosos de finanças comportamentais, os quais se dedicam a explicar as decisões de investimento com base em conceitos da psicologia e da sociologia, que fazem tal diagnóstico. Muitos operadores do mercado financeiro e gestores de recursos admitem que se deixam levar pelas emoções na hora de realizar os seus movimentos, tanto nos tempos de grande incerteza quanto nos de bastante otimismo. A euforia esconde o risco e o pessimismo não deixa ver a luz no fim do túnel.
Os pequenos investidores ficam ainda mais reféns da irracionalidade. Alimentam, dessa maneira, o chamado "efeito manada": sem saber exatamente o que fazer, todo mundo corre junto para o mesmo lado. Não há elementos de pânico no recente sobe-e-desce da Bovespa, porém está claro, na avaliação dos especialistas, que a insensatez tem prevalecido.
"Grande parte dos investidores que aplicam em ações atualmente só viveu o período de alta e somente contava com os lucros. Diante de uma crise, naturalmente acaba se assustando e tem vontade de fugir, sair correndo", explica Jurandir Sell Macedo Junior, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). "Se fizer isso, vai se machucar."
A melhor maneira de se proteger quando o nervosismo ao redor está exacerbado é se ater aos seus objetivos. "Quem quer mais e mais acaba passando do ponto. Ter uma estratégia clara para o dinheiro e estabelecer, antes de começar a aplicar, as metas de retorno é essencial", frisa Vera Rita de Mello Ferreira, professora da FIA (Fundação Instituto de Administração) e autora de livros sobre psicologia econômica. "Além disso, é preciso fazer uma comparação dos rendimentos com o valor inicial e não com os picos que ocorreram no período, porque aquele dinheiro não representou um ganho efetivo."
A Bolsa é um investimento que oferece maiores riscos porque também apresenta chances de ganhos maiores. Diversificar, escolhendo ações de setores diferentes e colocando ainda algumas parcelas os recursos em aplicações mais conservadoras ajuda a equilibrar os perigos e evita dores de cabeça.
Entretanto, os lucros prometidos pelo longo prazo podem não compensar o sofrimento de ver as economias das famílias se deteriorarem nas épocas de turbulências no mercado acionário. Por isso, caso a angústia seja demasiada, deve-se até considerar vender as ações com prejuízo e buscar uma opção de poupança mais segura. "As reservas servem para proporcionar tranqüilidade e segurança, e não ser fonte de ansiedade", comenta Macedo.
Fonte: Folha de S. Paulo
Analista Várzea Grande, 06/10/2008 - 09:06

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Desligue o Telefone Sem Fio!

Lembra daquela brincadeira em que as pessoas tinham que repetir uma história no ouvido do parceiro numa fila de pessoas? Era divertido notar que no final da fila a história já era completamente outra! Divertido quando éramos crianças, agora adultos, já perdeu totalmente a graça!

Participei de uma igreja em que o filho de um dos membros era alérgico a certo antibiótico. O médico sem ser informado prescreveu esse remédio ao rapaz. Depois de tomar o primeiro comprimido ele teve uma crise alérgica e teve de ser hospitalizado quase tendo um choque anafilático. Ele ficou internado alguns dias, depois voltou à vida normal, bem... quase normal, pois seus amigos o estavam evitando. Com o passar do tempo ficou sabendo que o que ocorreu foi essa brincadeira de mal gosto do tal telefone sem fio. Meu avô já dizia que "quem conta um conto, aumenta um ponto" e é bem verdade. No final da "fila" a história que todos acreditavam era que o rapaz era drogado e havia tentado o suicídio. Que absurdo!
No trabalho não é diferente. Sempre tem aquele tipo muito interessado em "ajudar", contando de primeira mão algo terrível que acabou de saber. Já notou que esses arautos da calamidade, sempre tem notícias alarmantes ou pressentimentos ruins? Percebeu que nunca - nunca mesmo! - tem alguma notícia boa, um comentário positivo? Claro que não, sua especialidade é a maledicência, a fofoca, o espírito de destruição! Estão sempre à espreita, como um urubu na cerca a espera de uma vítima. Esse diz-que-me-diz-que acaba com qualquer ambiente de trabalho!
E na família é a mesma coisa! Tem sempre alguém que sabe alguma coisa do outro que ninguém mais sabe. Faz questão de contar com requinte de detalhes que só sua imaginação pervertida é capaz de conceber. E tem a cara de pau de pedir para mantermos segredo, para não prejudicar o parente!
Quanta falsidade, quanta falta de vergonha na cara!
Essas pessoas que não merecem respeito, infelizmente temos que suportá-las pois estão no trabalho, na igreja, na família, na vizinhança. Mas é bom estarmos preparados! Não esqueça que você está perto de uma cobra venenosa: mantenha distância, sempre a maior possível!

Renato Salles.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Entre a Carreira e o Bem-Estar

Se você recebesse uma proposta de emprego longe de sua cidade para ganhar o dobro do que você ganha hoje, abandonaria tudo e iria, certo? Não é bem assim. Decidir entre uma boa qualidade de vida, perto da família e dos amigos, e uma bonificação financeira, com uma péssima qualidade de vida, é uma questão bem mais complicada do que se imagina. Pensando nisso, o site www.administradores.com.br realizou uma pesquisa para saber a opinião de seus usuários sobre o assunto, sempre atual e polêmico. O resultado mostrou que 33% dos votantes não trocariam o conforto do lar nem o que ganham hoje para ir morar em um local com qualidade de vida inferior. Em contrapartida, 28% afirmaram que, sim, aceitariam a proposta e o desafio, mas iriam apenas pelo dinheiro. A especialista no gerenciamento das relações entre empresas e clientes da Atender Bem Consultoria e Treinamento - www.atenderbem.com.br, Débora Martins, acredita que esse resultado revela um perfil "egoísta". Em sua opinião, “a maioria das pessoas que não aceita a mudança não está preocupada com a sua qualidade de vida e sim, por comodidade, em não sair de casa e enfrentar novos desafios. Eu aceitaria a modificação, pois sei que meu trabalho seria o diferencial em qualquer local” avalia. Num total de 10. 247 usuários, cerca de 2.460, 24%, topariam o desafio e iriam felizes da vida, ganhando mais e sacrificando o bem-estar. Apenas 1.435, 14%, recusariam qualquer proposta em prol de uma estabilidade emocional e afetiva, porém afirmaram que o fariam com "dor no coração".
30 de setembro de 2008 às 00:10Por Reny Barroso
Da redação: www.administradores.com.br

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Açores: Melhor carpinteiro da Europa dividido entre o sonho de abrir um negócio ou ensinar a arte

Ponta Delgada, 29 Set (Lusa) - A "paixão" e o talento pela carpintaria levaram ao pódio o jovem açoriano Bruno Medeiros, eleito o melhor profissional da Europa, agora dividido entre ensinar o que mais gosta ou abrir o seu negócio.
O jovem carpinteiro da ilha de São Miguel, de 22 anos, conquistou, em Roterdão, na Holanda, a medalha de ouro no primeiro Campeonato Europeu das Profissões (Euroskills), que decorreu de 18 a 20 de Setembro
Na sala de sua casa, Bruno junta agora mais uma medalha a outras distinções já alcançadas, mas esta com um "significado especial", já que recebeu o "ouro" com o sentimento de um atleta olímpico.
"Chamaram o meu nome e depois tive que subir ao pódio, depois de ter defrontado os melhores de cada país nos jogos olímpicos das profissões", disse com orgulho à agência Lusa.
Arrecadou 560 dos 600 pontos em competição, conseguindo concretizar a tempo todas as tarefas, que levaram à criação de "uma porta de dois metros por 75 centímetros, com um arco", após três dias "intensos", com oito países a concurso só na categoria de carpintaria.
"Foram três dias muito duros. Tinha cãibras nas mãos de trabalhar com tanta velocidade", descreveu à Lusa o jovem, agora de regresso a São Miguel e à carpintaria onde trabalha há cinco anos.
Até construir a porta "em tamanho real", Bruno teve que desenhar uma planta, executar a porta no segundo dia e, no terceiro, colocar uma janela basculante.
Disposto a construir carreira de carpinteiro e a viver da sua "paixão", Bruno espera que a medalha de ouro que trouxe da Holanda lhe possa "abrir portas".
"Sempre tive o sonho de abrir o meu próprio negócio. Agora também gostava de ser formador para ensinar aos outros o que sei. O meu futuro é entre estas duas coisas", confessou o jovem carpinteiro.
Com 16 anos, decidiu tirar um curso de formação profissional na Escola de Formação Profissional das Capelas (São Miguel), depois de ter concluído o nono ano.
"Sempre gostei de mexer em madeira. Fazia armações, pregava pregos e construía vedações", contou à Lusa.
Uma paixão que lhe valeu "muitos elogios" dos professores. "Achavam muita graça aos meus trabalhos", disse Bruno Medeiros, que garante ter em casa as miniaturas em madeira que fez na disciplina de Educação Tecnológica.
Desde então, "conjuga" o trabalho que tem na carpintaria com a participação em campeonatos, "incentivado" pelo seu formador.
Mas, as participações exigem treinos de preparação, que podem chegar aos dois meses.
"Em 2003, fiquei em primeiro lugar a nível regional. Nos nacionais obtive uma medalha de ouro", referiu Bruno, que, em 2005, já tinha representado Portugal no Campeonato Mundial das Profissões (Worldskills), em Helsínquia, onde obteve um certificado de excelente.
Talvez por isso, não se intimidou com "as muitas pessoas" que assistiram à competição na Holanda, nem com "a forte concorrência".
"A competição era grande. Sabia que ia defrontar os melhores, mas quando vamos a campeonatos desses é para dar o nosso melhor", sublinhou, admitindo ter ganho "muita experiência" nas provas anteriores.
APE.
Lusa/Fim
Ana Cristina Pereira© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-09-29 09:40:02